Leonardo Raimundi/PowerMix
Diamantino/MT
Uma mensagem enviada pelo WhatsApp a um escritório de advocacia levou a Polícia Militar até uma mulher que relatou estar sofrendo violência doméstica e psicológica do companheiro, na tarde de segunda-feira (14), no bairro Alto da Serra, em Diamantino/MT. O homem foi conduzido à delegacia.
Conforme o boletim de ocorrência, uma funcionária do escritório acionou a PM por volta das 15h45 depois de receber mensagens de uma cliente indicando que ela estaria em uma situação de violência doméstica e possível cárcere privado.
Os policiais foram até o endereço informado e conversaram com a mulher. Segundo o relato dela, o relacionamento com o companheiro durava aproximadamente dois anos e era marcado por constantes discussões, brigas verbais e violência psicológica.
A vítima afirmou aos militares que sofria humilhações, controle de suas atitudes e ameaças veladas, situações que teriam provocado medo, abalo emocional e redução da autoestima. Ela contou ainda que passou a fazer acompanhamento psicológico em razão dos episódios.
Dependência financeira dificultava rompimento
A mulher também relatou ser totalmente dependente financeiramente do companheiro e morar em um imóvel pertencente a ele. Conforme o boletim, ela não possui familiares em Mato Grosso, já que seus parentes vivem no Rio Grande do Sul.
A vítima disse que deseja encerrar o relacionamento, mas afirmou temer represálias e não ter para onde ir naquele momento, circunstâncias que, segundo ela, dificultavam o rompimento do ciclo de violência.
Diante do relato, os policiais deram voz de prisão ao suspeito. Conforme a PM, ele cooperou com a equipe e foi conduzido sem algemas e sem lesões à Delegacia de Polícia Civil.
A mulher recebeu orientações sobre os direitos previstos na Lei Maria da Penha e sobre a possibilidade de solicitar medida protetiva de urgência. Ela também manifestou interesse em receber acompanhamento da Patrulha Maria da Penha da 9ª Companhia Independente de Polícia Militar.
O caso ainda foi encaminhado à rede municipal de enfrentamento à violência contra a mulher, incluindo o Creas e acompanhamento psicológico. A Polícia Civil ficará responsável pelos procedimentos e pela apuração dos fatos.
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