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LUCAS DO RIO VERDE Domingo, 06 de Setembro de 2026, 19:00 - A | A

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LUCAS DO RIO VERDE / IMAGENS INÉDITAS

Imagens de câmera mostram momentos antes e depois de homem matar esposa e atacar filha em Lucas do Rio Verde/MT; Veja vídeo

Foto: Reprodução

Daniel Frasson matou a esposa Gleici Keli e atacou a filha com sete facadas.

Daniel Frasson matou a esposa Gleici Keli e atacou a filha com sete facadas.

Leonardo Raimundi/PowerMix
Lucas do Rio Verde/MT



Imagens de câmeras de segurança divulgadas pelo advogado Rodrigo Pouso, assistente de acusação no processo, mostram momentos que antecederam e sucederam o feminicídio de Gleici Keli Geraldo de Souza, morta pelo marido, Daniel Bennemann Frasson, em Lucas do Rio Verde/MT, em junho de 2025. Os registros também mostram o ataque contra a filha do casal, então com 7 anos, que sobreviveu após ser atingida por golpes de faca e permanecer 22 dias internada em uma UTI.

Segundo o advogado, as imagens indicam que Daniel teria discutido com Gleici em diferentes ocasiões antes do crime, principalmente por questões financeiras. Em um dos registros, o homem aparece alterado durante uma discussão e faz referência a valores que teria desembolsado. Em outra gravação, a irmã de Daniel aparece tentando acalmá-lo.

Também foi divulgada uma mensagem enviada pela cunhada de Gleici antes do crime, na qual ela pede que a empresária escondesse as facas da residência porque havia tido uma sensação ruim. Para Rodrigo Pouso, o conteúdo reforça a suspeita de que havia conhecimento prévio sobre o risco envolvendo o armamento utilizado no ataque.

No dia do feminicídio, as imagens mostram Daniel caminhando pela residência antes de entrar na cozinha e pegar uma faca. Na sequência, ele vai até o quarto onde Gleici estava e a ataca enquanto ela dormia. Conforme o laudo citado no caso, a empresária foi atingida por 16 golpes de faca.

Depois, ainda segurando a arma, Daniel se dirige até onde estava a filha. A criança chega a gritar “pai” durante o ataque. A irmã do homem aparece posteriormente no imóvel e pede calma, enquanto a família tenta socorrer a menina. Após o atendimento da criança, as imagens mostram Daniel limpando o sangue que havia ficado espalhado pelo chão da residência.

O advogado sustenta que a sequência registrada pelas câmeras reforça a tese de que o crime foi premeditado. A conclusão, porém, é uma avaliação da defesa dos interesses da vítima e deverá ser analisada no âmbito do processo judicial.

Após atacar a esposa e a filha, Daniel também desferiu uma facada contra o próprio abdômen e foi socorrido. Depois de receber atendimento médico, ele foi preso.

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Laudo apontou inimputabilidade

Daniel foi submetido a exame de insanidade mental durante a investigação. Segundo informações divulgadas no caso, laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu pela inimputabilidade do acusado em razão de um quadro de depressão.

A inimputabilidade, no âmbito penal, significa que a pessoa é considerada incapaz, nas condições avaliadas, de compreender o caráter ilícito do próprio ato ou de se determinar de acordo com esse entendimento. Nesses casos, em vez de uma pena criminal convencional, podem ser aplicadas medidas de segurança, como tratamento psiquiátrico ou internação, conforme decisão judicial.

Atualmente, Daniel está internado em uma clínica particular. Segundo o advogado Rodrigo Pouso, o tratamento é custeado pelo Estado e já teria ultrapassado R$ 200 mil. O advogado divulgou imagens das instalações onde o homem está internado e questionou publicamente as condições do tratamento.

“Merece cadeia ou spa?”, escreveu Pouso ao pedir justiça e criticar a situação.

Criança sobreviveu

A filha de Gleici sobreviveu ao ataque, mas precisou de atendimento médico em estado grave e permaneceu 22 dias em uma UTI. Segundo informações divulgadas pela família, a menina ficou com sequelas físicas e psicológicas.

O caso ganhou repercussão pela violência do ataque contra mãe e filha e voltou a ser discutido após a divulgação das imagens de segurança e das informações relacionadas ao laudo psiquiátrico que considerou Daniel inimputável.

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