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POLÍTICA Terça-feira, 15 de Setembro de 2026, 10:40 - A | A

15 de Setembro de 2026, 10h:40 - A | A

POLÍTICA / IMPEDIMENTO STF

Após revelação sobre supostos pagamentos ao filho, Nunes Marques deixa julgamento do caso Master

Foto: Fellipe Sampaio/STF

Ministro Nunes Marques durante sessão solene de posse no STF.


Brasília/DF



O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se impedido de participar da sessão desta terça-feira (15), que analisa questões relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao caso Banco Master.

A decisão foi anunciada após a divulgação de diálogos nos quais Luiz Rennó, então diretor jurídico do Banco Master, teria mencionado pagamentos mensais de R$ 500 mil ao advogado Kevin Marques, filho de Nunes Marques.

O ministro negou qualquer relação com o banco e afirmou que o filho não prestou serviços à instituição.

“Nunca julguei nenhum processo relacionado ao Master, meu filho nunca prestou nenhum serviço ao banco e nunca fui remunerado pelo banco. Isso é fato porque o sigilo bancário já foi quebrado, não adianta se especular de outra forma”, declarou.

Nunes Marques também justificou o afastamento da sessão pelo fato de exercer a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo ele, o julgamento no Supremo poderá produzir desdobramentos relacionados às eleições, circunstância que, em sua avaliação, impede sua participação.

STF analisa relatório da Polícia Federal

O plenário do STF está reunido nesta terça para decidir sobre questões envolvendo elementos relacionados a Alexandre de Moraes encontrados durante as investigações do caso Banco Master.

A discussão tem como base um relatório da Polícia Federal produzido a partir de dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco. O material reúne mensagens e outros registros que fazem referência ao ministro.

O ministro Edson Fachin é o relator e levou a discussão ao plenário após assumir a condução do procedimento.

A Procuradoria-Geral da República (PGR), por outro lado, questiona a maneira como parte da investigação foi conduzida pelo ministro André Mendonça e pediu a anulação da decisão que possibilitou a produção do relatório.

Durante a sessão, os ministros analisam a legalidade da medida que permitiu aprofundar a análise do celular de Vorcaro, a validade das provas obtidas e qual deverá ser o destino dos elementos que fazem referência a Moraes.

Uma eventual autorização para abertura ou aprofundamento de investigação não representa reconhecimento de culpa. A medida permitiria apenas que os fatos fossem formalmente apurados.

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