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POLÍTICA Terça-feira, 15 de Setembro de 2026, 10:45 - A | A

15 de Setembro de 2026, 10h:45 - A | A

POLÍTICA / BATE-BOCA STF

Fachin dá ‘puxão de orelha’ em Flávio Dino após interrupção durante julgamento no STF

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Plenário do STF reunido para sessão sobre caso Moraes


Brasília/DF



Os ministros Flávio Dino e Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), protagonizaram um momento de tensão durante a sessão desta terça-feira (15), que analisa questões relacionadas às mensagens envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O episódio ocorreu enquanto o ministro Dias Toffoli fazia uma manifestação no plenário. Dino interrompeu a fala do colega e, na sequência, Fachin interveio para lembrá-lo de que deveria pedir a palavra à Presidência da Corte antes de se manifestar.

A troca entre os ministros chamou atenção durante uma sessão marcada por forte expectativa e divergências internas no Supremo sobre os procedimentos adotados na investigação.

Sessão analisa relatório da PF

O STF se reúne nesta terça para analisar um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens e outros registros extraídos do celular de Daniel Vorcaro. O material é usado pela corporação na análise de uma suposta proximidade entre o ex-banqueiro e Alexandre de Moraes.

Antes de decidir se os elementos justificam a abertura de uma investigação contra Moraes, os ministros precisam analisar um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o relatório da PF seja anulado.

A PGR questiona a forma como o documento foi produzido. Segundo a Procuradoria, o ministro André Mendonça determinou a elaboração do relatório sem pedido prévio do Ministério Público ou da própria Polícia Federal e sem levar anteriormente a medida para análise do plenário.

Caso o Supremo reconheça a nulidade, ainda há divergência sobre os próximos passos. Parte dos ministros entende que o caso poderá ser encerrado sem análise do conteúdo das mensagens. Outra corrente considera que os elementos já conhecidos poderão ser avaliados para decidir sobre a necessidade de uma nova investigação.

Tensão nos bastidores

O julgamento ocorre em meio a um ambiente de tensão dentro do Supremo, com troca de ofícios entre ministros, discussões sobre acesso às provas e questionamentos relacionados à condução das investigações por André Mendonça.

Antes da sessão, integrantes da Corte discutiram internamente quais documentos deveriam estar disponíveis aos gabinetes para análise.

Na segunda-feira (14), a Polícia Federal informou ter encaminhado cópias dos dados extraídos do celular apreendido de Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Também na segunda, André Mendonça retirou o sigilo de um processo que reúne informações sobre a rede de pagamentos relacionada a Vorcaro e ao Banco Master.

A sessão desta terça-feira é acompanhada com atenção devido à possibilidade de o plenário decidir se os elementos relacionados a Moraes deverão resultar ou não em uma nova investigação.

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